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10/04/18
Notícias
Seguindo o chamado da natureza...
O Teatro de Anônimo embarcou nesse último fim semana, santo, na Quinta Convenção Carioca de Circo. Ação capitaneada pelos parceiros do Coletivo Nopok. Fui convidado a apresentar a noite de gala e participar de uma conversa sobre processos criativos,  e ainda o espetáculo 'Ausências' que construí com a Trupe Zarpando  estaria  por lá também fazendo uma  apresentação.

Gosto sempre de participar desses encontros. Como é inspirador experimentar essas loucuras coletivas, de festa, de curtição e muito trabalho. muita natureza e muita rusticidade. rs...

A apresentação do 'Ausências' foi linda. Optamos fazer ao ar livre, sob a luz das estrelas e de uma inenarrável  lua cheia. Foi realmente mágico, potente e  desafiador. Essa dupla guerreira, que estou ainda cada vez mais apaixonado,  fez os problemas técnicos também se dobrarem aos seus encantos. 
muito talento e beleza. Uma noite alucinante...
 
Depois, na manhã de sábado,  uma gostosa  roda de conversa  que começou tímida, depois  avançou em número de participantes e  pra temas da construção da cena pelo olhar do palhaço, o ofício do trabalhador da arte e  questões políticas do nosso  fazer. E as questões  sobre o que é arte,  sobre até onde pode ir o riso, sobre  Feminismo,  entre outras importâncias e urgências,  fizeram desse papo um exercicio poderoso, de  generosa escuta. 
 
De noite entrei num terno elegante pra brincar de apresentador da noite de gala da convenção!  Delícia dividir a cena com antigos parceiros e trocar pela primeira vez  com outro tanto de gente boa e potente. A lua nesse dia recebeu uma auréola, tinha um grande círculo em sua volta. Algumas pessoas diziam ser um portal, um grande círculo místico... rs
o que não faz a natureza?
 
elevando o estado de encantamento pra níveis absurdos...
 
Inesquecível essa aventura em Rio das Ostras , um deleite pro corpo e alma e um prato cheio de gás, de prazer, de sentido e ânimo, de poder colocar em pauta os entendimentos desse fazer que só se fortalecem, transformam ou renovam quando estão em ação. Presencial e coletiva. Trocar, ver, ouvir, respirar,  fazer... pra além de acertar ou errar... se desafiar... 
 
(Esse movimento me fez  lembrar do 'Anjos do Picadeiro', encontro internacional de palhaços. Espaço  criado pelo Anônimo  dedicado aos pensamentos e procedimentos da arte do riso. deu saudades... mas uma voz característica gritou na lona na noite de gala: -Vai ter anjos...
Oxalá!)
 
E que prazer ver tanta gente nova, jovem, investindo, aficionados, viciadas, comprometidos e apaixonadas pela nobre arte do circo. Remocei com essa energia toda, e isso mesmo sem ter tomado o revigorante banho de lama,  atração  transcendental do eco-parque. 
 
Meus salves a esses dois idiotas que também não canso de amar. O meu sincero agradecimento aos Nopoks pela confiança e carinho e enorme admiração pelo talento e  coragem. 
 
Um salve pro Newronio do Juan pela outra ponta desse investimento e o salve também pra geral que esteve junto,   puxando as cordas da embarcação.  Zarpando no mar do norte, ganhando as ondas  pra fazer história.
 
A tempo e a quem interessar possa: Os trabalhadores da arte do circo também fazem convenções pra discutir e trocar sobre o seu ofício.  
Isso a globo não mostra, esse governo golpista não respeita e os facistas nunca entenderão a importância.

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